Guasqueiro:

O Guasqueiro é o artesão que usa o couro cru como principal matéria-prima de seus trabalhos. O termo tem origem na palavra “guasca”, que significa pedaço ou tira de couro não curtido, sendo o profissional, aquele que faz trançados exclusivamente com este material.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Trabalhos do guasqueiro Xico das Cordas

Estava faltando alguns trabalhosdo Xico aqui no ranchito virtual. Por isso seguem os retratos sacados estes dias.

Bainhas personalizadas para o proprietário da Cabanha do Compasso.

Bainha personalizada para o Baruio (www.baruio.com).




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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lidando - Cabo de faca/cabo de cuchillo.

Guasqueiro retovando o cabo de uma faca.
Guasquero tejiendo un cabo de cuchillo.

Fonte: www.youtube.com/elvallisto
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Paulo Romero - Cuchillero


Mais um vídeo interessante da série Campo en Acción. Paulo Romero - Artesano de la soga y del cuchillo.

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domingo, 3 de janeiro de 2010

Guasquero Valentin Lescano


Reportagem de uma série muito interessante do sítio Campo en Accion. Guasqueiro Valentin Lescano de Entre Ríos, na Argentina.


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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mulato Guasqueiro


5ª Galponeira de Bagé
Mulato Guasqueiro (Letra: Otávio Severo e Rafael Xavier; Música: Zé Renato Daudt).
Intérprete: Jari Terres.
Violões: Silvério Barcelos e André Teixeira.
Gaita: Giovane Marques.
Baixo: Luis Fernando Bender.


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Romance do Guasqueiro Só

Loresoni Barbosa

Agosto alçou o poncho
sobre os ombros da coxilha,
entranhando nas canhadas
todo sabor da invernia.
A noite chora nos campos
serenas lagrimas frias,
já não se vêem pirilampos
luzindo pelas campinas.

Reflete n'água do açude
uma tropilha de estrelas,
repontada pela lua
entre nuvens passageiras,
a boeira mostra o rumo
pro coração estradeiro,
que retumba cá por dentro
estropiado, sem parceiro.

Um temporal de saudades
encharca as noites de espera,
ausência bate na porta
deixando o peito tapera.
No remanso há um par de sonhos
boiando no mate frio,
são retalhos dos meus olhos,
que mergulharam no rio.

As raízes do espinilho
vão abraçando as cambonas,
o fogo queima horas largas
sigo entoando milongas.
O minuano assoviando
vem descendo as canhadas,
repontando quero-queros
na solidão das estradas.

Procuro versos costeiros
pelos ga1pões da memória,
sovando corda e recuerdos
ao lento passar das horas.
E quando a saudade apeia
nos pensamentos guasqueiros
tranço lamento e poesia
guitarreando pros luzeiros.

Quem sabe os ventos teatinos
que vagueiam campo a fora,
tragam teus 1ábios sorrindo
pra matizar minhas auroras.
Pois quem encanta as estrelas
com versos e partituras
há de encontrar uma delas
perdida nessas planuras.

Minhas retinas se alargam
mirando ao largo a boeira
e o rneu cantar procurante
ressoa ao 1éu sem parceira,
então sofreno essa ânsia
de andar degustando as noites
e volto a beber nos mates
saudades de a1guém distante.

O vazio das madrugadas
preenche o rancho de anseios,
e até os pelegos do catre
sentem falta do teu cheiro.
Restou nas várzeas do tempo
restevas do amor ausente,
e em meu coração charqueado
raízes do amor presente.

Sigo acordando sóis
que pingam réstias no poncho,
e as janelas bocejando
pintam quadros no meu rancho.
Quando a guitarra emudece
e o meu peito se encerra,
a juriti ensaia um canto.
Que saudades da primavera!

Quem sabe esse tempo amargo
sinta sede dos verões,
bordando pastos nos campos
pra saciar recordações.
Quem sabe ao passar o inverno
possas voltar a querência
e sentir o aroma das fibres
que choram a tua ausência.


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